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TEORIA da BOLACHA

de DANIELE AURELI

ESTREIA

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8—10 OUTUBRO 2026

AMAS – Auditório Municipal António Silva

Cacém / Sintra

Contornos da dramaturgia

Que este trabalho fecha uma trilogia de espetáculos para famílias em coprodução com o teatromosca —andamento que vem de 2024 e com sonoridades vivas, dizemos, revendo o nosso caderno de anotações.

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Viver balança emoções, o que pede uma passada razoável, algum critério. Jamais se resolverá um problema recorrendo às causas que o promoveram, sob pena de seguirmos entre medos e segredos, disse Einstein durante uma noite de palavras expandidas.

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Se de pensar se trata, teremos então de abrir o diafragma, e, num segundo momento, ver aquilo que não está no enquadramento; falamos de imagens fora das imagens, radiografias por exemplo, ecografias, exames fundos. Não será a mesma coisa levitar nas águas ou abrir o Mar Vermelho.

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© Catarina Lobo

Narciso, o mito, na inversão das suas premissas, abriu os calabouços do Circo, puta de vida, que festejamos com hambúrgueres cigarros e cerveja, na casa de banho um espelho, que nunca voltamos ao lugar onde nascemos. Fugir é levar na mochila a tempestade que nos tombará os ossos por terra.

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Impulsos de sobrevivência resultam numa cegueira que nos impede de meter as chaves do modo certo, que do outro lado, sim, a porta será aberta quando for para abrir a porta — por enquanto, máscaras feitas com os papéis que vamos apanhando.

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© Catarina Lobo

Atravessássemos nós o Mediterrâneo, as linhas do deserto do Saara, passássemos por baixo das cercas, ou por cima dos muros, levássemos com uma rajada nos costados, tanto faz, desde que fossemos aforísticos, arriscar o pêlo, e saberíamos do mundo as baixezas do mundo, etc. …​

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Mas ficamos, a bolha é de vapor e amianto, a farmácia vende, engolimos paliativos e permanecemos na bolha, dióxido de carbono, o sol da meia-noite quando a vida se vai pondo.

 

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© Catarina Lobo

Um comprimido azul, outro amarelo. Meio copo de água. Bebe devagar. Mais devagar. Retirar a agulha borboleta. Oxigénio, oxigénio, soro. Se soubesse mais cedo, tinha-me despedido e agora estava a dar a volta ao mundo. Teria ido a qualquer lado. Até Paris, que nunca fui…

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Diz Irene como que escrevendo uma autobiografia ficcionada; na folha, tinta, caracteres, imagens submersas que vão submergindo.

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Teria comprado uma carrinha, duas cores. Verde e branco. Cazzo, que lindo! E siga… até outros sítios, com as janelas abertas e com o cabelo a secar ao vento (…) e depois apaixonava-me. De verdade. Pelo primeiro desconhecido encontrado por acaso durante uma aventura que também aconteceu por acaso.

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E porque não podemos fazer as coisas de que gostamos não sendo num lugar de conforto, Irene?    

         

Porque sim!

Mário Céu Trigo
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© Catarina Lobo

Ficha artística e técnica

texto

Daniele Aureli​​

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tradução

Catarina Micaela​

​

revisão

Pedro Alves e Renata Reis

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encenação

Mário Céu Trigo​


interpretação

Milene Fialho​

​

assistência de encenação 

Maria Carneiro

​

​​ilustração

Alex Gozblau

​

cenografia

Pedro Silva​​​

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​figurinos

Catarina Graça​

​

desenho de luz

António Vilar

​

sonoplastia

Francisco Semedo

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operação luz

Paulo Wintz

​

​​​​direção de produção

Inês Oliveira

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fotografia 

Catarina Lobo

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teaser promocional 

Milene Fialho

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coprodução

teatromosca e HIPÉRION Projeto Teatral, 2026

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agradecimentos

Renata Reis

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ESTREIA

8—10 OUTUBRO 2026

Qui. e Sex. 21h00 / Sáb. 16h00 e 21h00​

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​Duração: 60 min.

M/12 anos (a classificar pela CCE)

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AMAS – Auditório Munic. António Silva

Shopping do Cacém

R. Coração de Maria nº 1

2735-470 Agualva-Cacém

(Ver Mapa)

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INFORMAÇÕES E BILHETES

Brevemente

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Âncora 1

TEORIA

da BOLACHA

de DANIELE AURELI

Financiamento

Coprodução

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